Guarda e Torres Vedras

Sobre o projeto HiReach

O HiReach é um projeto de investigação cofinanciado pela União Europeia no âmbito do H2020, o Quadro de Referência para a Investigação e a Inovação. O projeto tem a duração de 3 anos, tendo começado em outubro de 2017 e com data prevista de conclusão em setembro de 2020.

O nosso objetivo é melhorar a acessibilidade e mobilidade de segmentos vulneráveis da população, tais como:

  • Pessoas com mobilidade reduzida (permanente ou temporária),
  • Jovens e crianças,
  • Idosos,
  • Migrantes e minorias étnicas,
  • Pessoas com baixos rendimentos ou em sem ocupação,
  • Populações em zonas rurais ou deprimidas social- ou economicamente. 

Diversos fatores, tais como uma reduzida visibilidade social, uma acentuada dispersão territorial ou uma menor capacidade económica, têm contribuído para o desfasamento entre a oferta de serviços transporte e os reais requisitos de mobilidade destas pessoas. 

No HiReach acreditamos ser possível inverter esta situação. Para tal, estamos a trabalhar em soluções tecnológicas inovadoras, suportadas em modelos de negócio que viabilizem a realização de serviços de transporte personalizados. De modo simplificado, as soluções tecnológicas irão agrupas as necessidades, agora dispersas ou mesmo desconhecidas, de transporte em serviços coordenados e otimizados.

Assim, no projeto HiReach iremos:

  • Desenvolver modelos de negócio de serviços de transporte viáveis em situações de baixa procura e dispersa. Aspetos essenciais das soluções a desenvolver incluem preços reduzidos e ausência (ou reduzida) necessidade de subsídios. Os modelos de negócio servirão como referência para outras situações.
  • Promover o processo de inovação social pelo envolvimento direto das populações referidas, não só enquanto futuros clientes, mas também, e porque não, potenciais empreendedores.
  • Desenvolver e testar as novas soluções tecnológicas através de ambientes de trabalho cooperativos e criativos, que favoreçam o espírito empreendedor.
  • Disponibilizar ferramentas open-source, incluindo manuais e tutoriais, pilotos ou testbeds, de auxílio ao desenvolvimento de novas soluções de mobilidade inclusivas.

Trabalho de Campo no HiReach

Todos os parceiros do HiReach estão envolvidos na realização de casos de estudo nacionais. Em Portugal está previsto a realização de dois casos de estudo no município da Guarda e no município de Torres Vedras. Em Portugal está previsto a realização de dois casos de estudo no município da Guarda e no município de Torres Vedras. Os casos de estudo têm como propósito assegurar que os resultados e produtos dos testes piloto serão viáveis e com aderência à realidade específica de cada região. Os casos de estudo têm como propósito assegurar que os resultados e produtos dos testes piloto serão viáveis e com aderência à realidade específica de cada região.

Os casos de estudo vão envolver diversas atividades, nomeadamente: consultas públicas às populações alvo e aos agentes locais (ex.: autoridades públicas, empresas de transporte), grupos de trabalho e discussão, e entrevistas pormenorizadas com pessoas relevantes e profissionais conhecedores da realidade local.
 

O HiReach na Guarda

A cidade da Guarda, a mais alta de Portugal a uma altitude de 1056 metros, está inserida num dos contrafortes norte da Serra da Estrela sobranceira ao vale do Rio Mondego. O seu nome advém da importante função que desempenhou ao longo de vários séculos na defesa do território nacional, devido à sua muito favorável localização geográfica e à proximidade com a fronteira.

O município da Guarda estende-se por uma área superior a 700 km². É o 23º município com maior área a nível nacional. Nos últimos censos de 2011, dos 42 500 habitantes do município, acima de 60% residiam na sede e os numa das mais de 40 freguesias que constituem o concelho. A nível nacional, o município estava classificado em 70º em termos de população residente.

Assim, não é surpreendente que apresente uma densidade populacional relativamente baixa de 62 pessoas por km2, abaixo da média nacional de 112 pessoas por km2, estando localizado na posição 171 de um total de 308 municípios. Considerando que a maioria da população está concentrada na sede de concelho então é fácil de imaginar um território eminentemente rural polvilhado por povoações dispersas (a média de habitantes por freguesia é inferior a 1000) entre vastas áreas desocupadas.

De acordo com as projeções do Instituto Nacional de Estatística, em 2018 verificar-se-á uma ligeira diminuição da população residente para os 40 000 habitantes. Em termos de repartição por sexo a estimativas apontam para a existência de 47 homens por cada 100 habitantes, em linha com a média nacional. No que respeita à distribuição etária, os jovens (até aos 14 anos) representam 12%, os adultos 55% (entre os 15 e os 65 anos) e os idosos os restantes 33% (acima dos 65 anos) da população. Grande parte da população idosa habita as zonas mais rurais e remotas do concelho.

A população empregada representa 60% da população acima dos 14 anos.  A grande maioria dedica-se ao setor primário (acima de 80% da população empregada) seguindo-se o setor terciário (cerca de 15% da população empregada), os restantes 5% estão empregados no setor secundário.

O poder de compra dos habitantes da Guarda é ligeiramente abaixo da média nacional, situando-se nos 93% do país. Este município contribui em 0.374% para a riqueza de Portugal.

O município da Guarda apresenta boas acessibilidades externas. Está localizado no Corredor Atlântico da Rede Transeuropeia de Transportes. A nível rodoviário, o município é servido por duas autoestradas - A23 e A25 – estando a uma distância um pouco superior a 300km de Lisboa (aprox. 3.5 horas), a 200km do Porto (aprox. 2 horas) ou 370 km de Madrid (aprox. 4 horas). A nível ferroviário é servido pela linha internacional de ligação a Espanha.

A nível concelhio, a rede de transportes apresenta, porém, diversas debilidades, em certa medida derivadas da orografia adversa da Serra da Estrela. A rede viária é relativamente escassa e constituída por estradas municipais ou nacionais. Os povoamentos mais remotos estão a aproximadamente uma hora de transporte da sede do concelho, quando as condições climatéricas o permitem, apesar de estarem a poucas dezenas de quilómetros.

A rede de transporte público reflete a distribuição demográfica do município com as rotas concentradas nas zonas de maior densidade. Pelo contrário, as povoações mais remotas ou com menor população padecem de um serviço de transporte publico inadequado, quando existente. Há, portanto, pessoas que, hoje em dia, não serão capazes de satisfazer as suas necessidades de mobilidade. Se atendermos a que os habitantes destas vilas e aldeias são maioritariamente idosos com necessidades especiais de mobilidade, então temos uma situação adequada e propícia ao âmbito e objetivos do projeto HiReach.

Assim, durante o projeto HiReach iremos aplicativos adequado a serem utilizados por uma população tipicamente infoexcluída que suportem serviços de transporte flexíveis e eficientes.

À medida que formos obtendo resultados iremos atualizando o website.

 

O HiReach em Torres Vedras

O município de Torres Vedras tem como sede a cidade de Torres Vedras. É o município mais extenso do Distrito de Lisboa com 407,15 km², sendo limitado a norte pelo município da Lourinhã, a nordeste pelo Cadaval, a leste por Alenquer, a sul por Sobral de Monte Agraço e Mafra e a oeste pelo oceano Atlântico, situando-se a cerca de 41 km a noroeste de Lisboa. O município de Torres Vedras apresenta-se como um município marcado pela sua economia essencialmente agrícola e pela sua paisagem de vinhedos. Nos últimos censos de 2011, dos 79 465 habitantes do município, acima de 32% residiam na sede e os restantes 68% numa das 13 freguesias que constituem o concelho.

O município de Torres Vedras é servido pela autoestrada A8, o principal elo de ligação na região Oeste e no distrito de Leiria. Uma viagem para Torres Vedras a partir de Lisboa ou de Loures demora em média 35 minutos. Por estrada nacional, são ainda possíveis ligações a inúmeros pontos, como Vila Franca, Loures, Lisboa (55 minutos de viagem), Mafra, Sintra, Lourinhã, Bombarral, Óbidos, entre outras.

Apesar da proximidade à capital Portuguesa, Torres Vedras conserva diversos traços de ruralidade. Apresenta uma densidade populacional de 193,6 pessoas por km2, sendo assim notório que a maioria da população está espalhada por povoações dispersas entre vastas áreas desocupadas.

Projeções do Instituto Nacional de Estatística para 2016, em termos de repartição por sexo, apontam para a existência de 47 homens por cada 100 habitantes, em linha com a média nacional. No que respeita à distribuição etária, os jovens (até aos 14 anos) representam 14,4% da população, os adultos (entre os 15 e os 65 anos) 65,1% e os idosos (acima dos 65 anos) os restantes 20,5% da população. Grande parte da população idosa habita as zonas mais rurais e remotas do concelho.

Entre outros traços de caracterização da população, refira-se que a taxa de dependência de idosos é, em Torres Vedras, superior à média nacional, 30% e 28,8%, respetivamente. A taxa de analfabetismo é também superior à média nacional, cifrando-se em 5,8% nos censos de 2011.

A população empregada, segundo os censos de 2011, representa 88,8% dosdos indivíduos acima dos 14 anos.  A grande maioria dedica-se ao setor terciário (acima de 67% da população empregada) seguindo-se o setor secundário (cerca de 27% da população empregada), sendo que os restantes 6% estão empregados no setor primário.

O poder de compra dos habitantes dede Torres Vedras figurafigura ligeiramente abaixo da média nacional, situando-se nos 93% do país. Este município contribui em 0,712% para a riqueza de Portugal.

Há, portanto, pessoas em Torres Vedras que, hoje em dia, não serão capazes de satisfazer na íntegra as suas necessidades de mobilidade. Se atendermos a que os habitantes dasdas vilas e aldeias que povoam o município são maioritariamente idosos, com necessidades especiais de mobilidade, conclui-se que estamos, portanto, perante um contextocontexto particularmente adequado ao programa de trabalho do projeto HiReach.

O desafio reside em fornecer soluções de mobilidade flexíveis e eficientes, baseados em soluções tecnológicas de fácil utilização, vocacionados para uma população envelhecida e tipicamente infoexcluída, com pouca tradição de participação pública nono processo de tomada de decisão.

A equipa local

Cada caso de estudo é constituído por elementos das Câmaras Municipais e da TIS.PT.

 

Atividades desenvolvidas

Os trabalhos de campo estão ainda fase de definição e preparação.

 

Recursos

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Vasco Reis
TRANSPORTES, INOVAÇÃO E SISTEMAS, S.A.
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Telefone: 213 504 400

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